Segunda fui ao cinema assistir ao filme: "Cisne negro". Escolhi este filme por se tratar de dança, do Lago dos cisnes que é um dos ballets que mais gosto, por saber que a protagonista almejava ser a primeira bailarina da cia, e justo tendo que atuar como cisne branco: doce, meiga, frágil e ao mesmo tempo ser o cisne negro: forte, misteriosa, sedutora, mas o que não esperava era dar de cara com um filme simplesmente maravilhoso, um prato cheio para nós psicanalistas. Ela era uma menina como muitas outras que sonhava em ser a primeira bailarina de uma cia, quem já dançou sabe o quanto é desgastante treinar, pés sangrando envoltos por esparadrapos, uma disciplina árdua. Todas bailarinas seja qual for o estilo de dança sonha em ter destaque e o desejo sempre fala mais alto diante dos obstáculos que enfrenta todos os dias, é um trabalho onde o principal instrumento é o corpo, que tem que estar leve, magro, esculpido pela dança, uma massa de carne onde é emprestado para a arte, onde é movimento, mas do que isso, a voz, ele grita, silencia, vive o que os simples humanos fazem com a linguagem verbal. Lembro da minha época de ballet que treinava até em casa, como a Cisne fazia, a quais consequências o desejo pode nos levar? Trata - se de uma menina psicótica que se sente perseguida por outra integrante da cia. O delírio faz viver situações e acreditarmos que aquilo é a realidade, alias, é a realidade daquele sujeito, o que ele vê, ele está enxergando e vivendo mesmo. Curioso como logo o corpo, onde se "deforma", busca - se a "perfeição". Ela vivia se arranhando, hora o telespectador achava verdade, horas parecia delírio, ou aumento do fato. Ela tinha uma relação muito peculiar com seu corpo, corpo mutilado pela dança, por arrancar peles, arranhões em seu delírio, vira e mexe vomitava, um corpo tomado por agressividade, não sei se seria a palavra correta mas é a que veio a mente onde treina - se até cansar e muito, sangra pés, vira noite treinando, mal come, corta - se. Corpo que é fonte de trabalho e inspiração também é fonte de destruição. Muitas coisas chamam a atenção neste filme, sua forte ligação com sua mãe que ela que corta suas unhas, bate na porta do banheiro querendo saber o que está fazendo, liga para o cel o tempo todo, uma mãe invasora. SENTIR é o verbo do filme, o significante que vai envolver toda a trama, uma palavra dita pelo diretor que tem um peso de verdade, onde soa ao ouvido ao pé da letra, sentir é virar o Cisne, tanto o branco como o negro. Ela passa por várias situações que ao poucos vai lhe "penetrando" o verbo SENTIR: SINTO a pele ser arrancada do dedo e sangrar, SINTO perseguida pela integrante da cia, SINTO tesão na rival, SINTO prazer ao sair a noite e consumir bebida com esctasy, SINTO CISNE BRANCO, SINTO CISNE NEGRO. Logo o sentir vai para a passagem ao ato. Na estréia ocorrem vários delírios onde ela sente as penas do cisne, ela realmente vira cisne, ela acha que matou a rival mas o que faz todo o sentido ao pé da letra da palavra SENTIR é quando ela ao dar vida a história, ela morre como é contada a história, onde o cisne morre no final, passando do que seria para ser vivido no imaginário para o real. No final vira para o diretor e diz uma frase que resume o grau de delírio que ela se encontrava: "Você disse para eu sentir, então eu senti". Virou a cisne morta. A ficcção tornou - se realidade. Recomendo a todos que vejam este filme. Surpreendente!!!
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
COMER, REZAR, AMAR
Quinta decidi ir ao cinema e como nada é por acaso escolhi o filme: "Comer, rezar, amar" exatamente às 14:30h horário que seria a minha aula de dança, como tudo é a posteriori só me dei conta quando acabou o filme. Faz a gente questionar diversas coisas como a compulsão à repetição. Ela vivia uma vida que para muitos seria tranquila ... Casada, escritora, viajava sempre mas nos últimos tempos passou a questionar sobre seus sonhos e resolveu jogar tudo para o alto. Às vezes ficamos no conhecido porque é algo que nos dá um certo conforto e mudar gera um certo medo, é sair de uma zona de conforto. Resolveu ir para Itália onde decidiu que ia passar a viagem se deliciando da culinária italiana, que diga de passagem, quem não ficara tentado a só comer rs. Depois passou uma temporada na Índia meditando e por fim foi à Indonésia onde buscava equilíbrio e nesta sua última escala conhece o amor da sua vida. Saí do cinema com a mente borbulhando. O quanto crescer exige sair do equilíbrio, ou da tentativa rs. São muitas mudanças que venho enfrentando e muitas atitudes que estou começando a ter coragem de tomar pela primeira vez. Sei que devo isso tudo aos meus longos anos de análise. Nestes últimos meses tenho procurado me arriscar mais e não me abalar tanto com determinadas coisas. É difícil ver o que não deixava as pessoas enxergarem em mim, que posso ir longe basta eu ir em busca do novo. Não significa que o antigo não tenha sido bom, foi para a Chris que ficou para trás, não para a nova Chris. Tenho vários projetos para o próximo ano tanto na vida pessoal como na profissional. É preciso comer, rezar e amar para concretizarmos nossos sonhos.
domingo, 11 de julho de 2010
A ÚLTIMA DANÇA
Quinta minha professora me emprestou o dvd: "A última dança". Resolvi escolher um dia que fosse mais adequado internamente para ver e decidi hoje: Um domingo. Domingo é dia de pensar que a semana chega ao fim e mais outra está por vir, com suas obrigações. Desde quinta que venho treinando mais a coreografia, talvez cobrando mais de mim, na verdade sempre cobrei. Voltando ao filme, todo bailarino deveria ver este filme, ele mexe tanto com quem está começando como quem tem anos de dança. Engraçado como me passou um filme ao ver "A última dança". Lembro da época que fazia ballet clássico e sonhava em pertencer a uma grande cia, tinha uma professora que vivia falando que seria a primeira bailarina do Municipal se continuasse meus estudos, mas o destino fez eu parar e depois de anos voltei ao meu mundo: A DANÇA, de onde sinto que nunca deveria ter saído. É muito estranho porque me vejo como se tivesse nascido para dança e não é como muita gente que se apaixonou por dança já tarde. Vivia treinando pela casa, pelos corredores da escola. Uma vez todos os alunos da escola haviam ficado com dificuldade em português, não sei ao certo porque e a aula seria no horário do ballet, nem falei para os meus pais, em troca todos os dias quando chegava da escola estudava, já que não poderia estar na aula de reforço, sempre dancei com minha alma, vivia sonhando em dançar solo. Meu sonho na época era dançar "Don Quixote" com leque e "tutu" rs, acabou que passou o tempo e não realizei, hoje vendo o filme me deu um insight que a dança que escolhi é o meu solo: A DANÇA DO VENTRE. Passado, presente e futuro se misturaram. Muitas frases marcaram no filme: Que o espelho pode ser o maior inimigo e amigo do bailarino, que o espelho interno é o principal. Tem uma parte do filme que a bailarina se projeta em vários espelhos, aparecendo várias dela falando: "que mão horrível", é o espelho interno, a voz interior que nós que dançamos ouvimos o tempo todo e depois outra frase me chamou à atenção: O que vem antes o sentimento ou o movimento? Nesta hora pensei o quanto fico tensa preocupada em acertar o tempo todo, em acertar erro mais do que acerto e esqueço que dançar é mais sentimento que técnica, todos podem adquirir técnica mas emoção é algo que vem de dentro, que não é ensinado. Uma coreografia foi deixada, criativa, com todo o empenho do professor, mas sem sentir, ela não é possível de encantar, é o que pensei: Uma coreografia está sendo montada com minha professora mas o que vou fazer dela para se tornar viva = emoção vai depender somente de mim. Lembrei da Lulu, dos anos de dança que tem, no quanto ela também deve buscar algo a mais na sua dança. Tiveram a chance de voltar à dança. Porque ao meu ver o verdadeiro bailarino nunca deixará de viver a dança. Lembro quando a mãe falou para a filha que a dança é perigosa e o bailarino disse: você pode voar, ser fada, alcançar as estrelas. Sim, podemos isso, mas se não libertarmos, não deixarmos o medo de lado acharemos perigosa, porque não vivemos sem a dança mas não usamos o melhor dela: A alegria. Todos podem dançar, mas poucos podem ser bailarinos, porque exige algo que poucos tem: Nunca deixar a criança dentro de nós morrer. Somos fadas sim, alcançamos estrelas sim. SOMOS BAILARINAS. E VAMOS DANÇAR COMO SE FOSSE "A ÚLTIMA DANÇA"?
quinta-feira, 8 de julho de 2010
DANÇA DO VENTRE TRANSFORMA VIDAS
Hoje estou mais sensível, talvez por ser quinta dia da minha tão adorada aula que espero ansiosamente para que chegue logo, e também pelas mudanças internas que venho passando, que sempre digo tem haver com o meu longo processo de análise e meu caminho na dança. Esses dias tenho pensado muito em como sou no mundo, não só como as pessoas me vêem mas como me posiciono perante ele, e vi hoje mais do que todos os dias, depois de uma longa conversa com minha professora sobre minha vida. Adorei nossa conversa porque acho que muitas vezes precisamos de um puxão de orelha, faz acordarmos e principalmente para dentro de nós. A maioria das vezes nos acomodamos porque o conhecido por mais que a gente fique lamentando é conhecido, mudar é mergulhar em mundo talvez melhor, mas desconhecido. Sempre fui apaixonada por dança, arte em geral. Quando era mais nova queria ser modelo, bailarina e na adolescência atriz, mas não ia muito em busca desses sonhos, queria que de uma certa forma caísse de para quedas e acabava acontecendo, já fui chamada para fazer testes sem ser atriz, mas hoje me veio um insight que talvez faça toda a diferença não só na vida como na dança. Sempre quis ser o centro das atenções, que todos me notassem, me achassem interessante, SER FAMOSA. Isso mesmo!!!!!!! Só que isso tudo que citei não me fará ser a bailarina que almejo, porque quando procurei lá no início a arte com esse propósito vi que não ia me levar a nada. NADA MESMO e para ter todas essas características preciso ser APROVADA pelos outros, e isso é algo difícil, que estaciona, paralisa. Preciso o tempo todo da aprovação de todos porque no fundo não me acho a bonita, talentosa. O querer SER FAMOSA é precisar provar ao outro que sou interessante. Aí mergulhei no mundo do feminino: A DANÇA DO VENTRE e lidar com o que não acho bom em mim é complicado e sei que por isso me sinto TRAVADA para dançar para minha professora, não é só porque a admiro, mesmo porque há a transferência entre nós, mas é mais por querer ser aprovada o tempo todo por todos: AMIGOS, FAMÍLIA, NAMORADOS E PORQUE NÃO ATÉ MINHA PROFESSORA. Mas venho trabalhando isso esses dias e vendo que tenho que ser BONITA, TALENTOSA, DANÇAR BEM PARA MIM. Porque se preciso da aprovação do outro o tempo todo não posso ser bailarina de dança do ventre que é A DANÇA DA ALMA. CHARIS está em construção, tentando vencer seus fantasmas. Por mais que evite me comparar com as outras alunas, bailarinas logo me comparo, isso porque ainda não consegui enxergar a CHARIS dentro de mim. É muito bonito e faz ficar em uma posição de "INTERESSANTE" falando para todos: "FAÇO DANÇA DO VENTRE", mas só serei uma bailarina de dança do ventre quando parar em querer o lado da vaidade da dança: quem faz dança do ventre é linda, é deusa. Porque se não faço para mim, eu me achar DEUSA não tem tanta finalidade. Estou demorando para ver que tenho que me arrumar para mim, namorar comigo. E só conseguimos isso quando deixamos de nos iludir e arregaçamos a manga e vamos à luta, sem dedicação não posso me dizer bailarina. Porque preciso está em movimento todos os dias, porque quem disse que a vida de bailarina é fácil? Se eu não treinar diariamente não chegarei onde eu quero: A bailarina que dança para si, porque senão estarei sempre no plano do sonho, não que não seja bom sonhar, lógico que é, é ele que nos faz chegar onde almejamos mas me preocupando com o meu olhar e não em querer agradar ao outro, porque quem procura agradar ao outro está em uma grande armadilha. Vejo que por isso não levanto quando minha professora me chama em algum show, por medo do olhar dos outros, não do meu. Resolvi treinar mais com empenho não para chegar a algum lugar que nunca é alcançado, mas para chegar na minha ALMA, e com isso quem quiser mergulhar nela. Sei que sou mais capaz do que fico me travando, inventando mil desculpas para não enfrentar os obstáculos, que é o encontro comigo mesma, se não ficarei: MUITA INFORMAÇÃO, ESTOU FEIA, FULANA DANÇA MELHOR, NÃO TENHO CORAGEM DE DANÇAR, MINHA PROFESSORA VAI ACHAR RIDÍCULO. Mas pensar: SE É MUITA INFORMAÇÃO É PORQUE NÃO ESTUDEI O SUFICIENTE, SE ESTOU FEIA É PORQUE NÃO LEVEI A CHARIS PARA A AULA, SE NÃO TENHO CORAGEM PARA DANÇAR É PORQUE FALTA TREINO E OLHAR MAIS PARA SI SEM SE PREOCUPAR COM OUTROS OLHARES, SE ACHO QUE MINHA PROFESSORA VAI ACHAR RIDÍCULO É PORQUE NÃO VENHO TREINANDO O SUFICIENTE E ELA É O OLHAR DA MINHA FALTA DE EMPENHO. A partir de hoje minha dança vai mudar, porque eu quero, mas não basta querer, COLOCAREI MAIS EMPENHO E AMOR. TE AMOOOOOO MUITOOOOOOOOOOOO MINHA PROFESSORAAAAAAAAAA. VC AINDA TERÁ MUITO ORGULHO, DE 2 ANOS EM DIANTE CRESCEREI BASTANTE!!!!!!!
quinta-feira, 1 de julho de 2010
MEUS 2 ANOS DE DANÇA
Ando meio nostálgica com a aproximação deste meus 2 anos de dança. Para quem é leigo vai logo pensar: Nossa quanto tempo ela dança! mas nós do meio da dança sabemos que 2 anos ainda estou engatinhando, tenho um longo percurso pela frente, mas o certo é que parece que nasci para estar no mundo da arte: arquitetura, psicanálise e dança. Dançar é algo mágico. Sempre falo para minha professora que minha semana começa quinta e realmente começa, pode acontecer o que for durante a semana que a quinta me dá ânimo e a certeza de que estou no caminho certo, e acredito que nada é por acaso, as pessoas que passam por nossa vida sempre trazem algo que nos acrescenta no crescimento como pessoas e vejo que a Zahra foi um anjo em forma de professora que apareceu na minha vida. Lembro nas primeiras aulas da dificuldade de certos movimentos, "o véu não gruda em mim" rs. Mas voltando ao passado resolvi retornar a partir do dia do niver da Charis de 1 ano quando dancei para minha professora "Shik Shak Shok", foi quando me vi bailarina, foi a primeira vez que coloquei uma roupa de dança do ventre e tirei foto, ali vi que foi o momento que Charis estava deixando de ser um embrião e nascendo. Durante este 1 ano passei por diversos momentos de alegria e angústia, porque conforme vão passando os anos os obstáculos são ainda maiores. Muitas vezes sorri, mas também muitas vezes chorei sentindo como se tivesse estacionado, acho que toda bailarina já passou por isso em algum momento. Muitas descobertas fiz e descobrir quem você é não é fácil, porque você achava que era de um jeito e no fundo é de outro. Meu corpo ganhou mais contorno, ficou mais feminino, mas belo. Mudei a cor do meu cabelo. Acho que foi o ano que Charis se redescobriu e como psicóloga vejo o quanto nossas questões influenciam na dança, e sei que muita da minha trava tem haver com isso. Vi que Charis desperta encanto nas pessoas e isso é difícil para alguém que muitas vezes não se achava tão interessante assim, chegando a misturar vida sentimental com a dança. Chegando muita das vezes na aula a chorar mas também foi o momento que Charis conseguiu colocar sua emoção para fora e uma verdadeira bailarina tem que sentir. É preciso amar sim sem medo de dizer o que sente, sem medo de ser ridícula, é preciso chorar. De uns tempos para cá, neste finalzinho do segundo ano experimentei uma sensação que é de me amar, sim a dança nos faz tornarmos mais poderosas. Vejo que tenho muito trabalho pela frente. Este segundo ano foi de fechamento dos movimentos básicos, mas ao mesmo tempo vi que aprendi movimentos avançados. Hoje quando vejo um show já consigo muitas vezes identificar o movimento que a bailarina está fazendo. Dançar em público é algo que venho trabalhando comigo e vejo que estou fechando esses 2 anos com a coreografia que minha professora está montando onde está sendo um exercício para me soltar, colocar um pouco da minha subjetividade nos movimentos e treinando meu ouvindo quanto a dançar no ritmo. Quando acabar quero dançar, sinto muita vergonha com um misto de cobrança de que tenho de ser uma ótima bailarina, mas o que é ótima bailarina? Só sei que se pudesse resumir um pouco meus dois anos no sentimento que ficou para mim diria: esperança, quem coloca emoção na dança cativa não só a si mesmo que é o principal mas o público. Zahra só tenho a lhe agradecer por tudo que venho aprendendo com você, espero que um dia você se orgulhe de mim como tenho orgulho de você ser minha professora. Poucas pessoas na vida tem o dom de serem mestras, e você tem este dom. Você veio ao mundo para alegrar as pessoas com sua dança. Dançar é alegria, ser professora de dança é transformar vidas. Me vejo outro ser humano: com mais amor. TE AMO E TE AMAREI POR TODA A MINHA VIDA!!!!!!!!! OBRIGADA POR TUDO. Quando for dançar escrevo de novo qual foi a sensação de repetir depois de 1 ano e as mudanças.
terça-feira, 29 de junho de 2010
NIVER NO AL KHAYAM
Sexta dia 25 comemorei meu niver no restaurante árabe Al Khayam. Foi tudo tão mágico com o show da minha querida professora. Cada show que assisto dela é como se mergulhasse em um mundo mágico, perfeito que só as lendas, os contos de fadas podem nos proporcionar. Fadas sim ... Ela parece uma fada dançando com asinha de anjo, leve como uma pluma. Ao dançar hipnotiza com todo magnetismo e carisma que poucas bailarinas tem. Me senti como se tivesse também dançando, é um momento que nós como alunas babamos por nossa professora, mas também surgem vários sentimentos do tipo: um dia dançarei no restaurante. Pensei em várias coisas, foi como um filme que passa muito rápido porque meu niver também é perto do niver da Charis. Dia 22 de julho faço 2 anos de dança, parece muito, né? Para quem não conhece a dança, mas é muito pouco, só tenho certeza de uma coisa, não abandono mais esta dança, é mágica. Minhas amigas que nunca tinham visto um show desses de perto ficaram surpresas com a variedade que existe dentro da dança. E quando viram o dabke ficaram espantadas de homem dançar, aí tive que explicar que é folclore árabe não dança do ventre rs. Amo tudo isso. E na hora do parabéns fiquei roxa e emocionada por ser tão especial para minha professora. Sempre falo para ela o quanto é especial para mim. Acho que nunca poderia ter uma professora tão encantadora. AMEI O SHOW!!!!!!!!
"PLANO B"
Ando um pouco afastada do blog. Tem fases que não temos muita empolgação para escrever mas hoje senti necessidade de voltar para o meu cantinho tão querido e expor minhas ideias. Outro dia fui ao cinema assistir ao filme "Plano B". Uma comédia meio bobinha mas que faz refletirmos... A protagonista está cansada dos relacionamentos que não dão certo e segundo ela a idade está chegando e ela decide que quer ter um bebê, com isso resolve procurar um laboratório para fazer inseminação artificial. Neste mesmo dia começa a chover e ela dá sinal a um táxi para voltar para casa e um rapaz entra no mesmo táxi que ela e ficam discutindo de quem seria o táxi, daí começa a surgir um interesse de ambos, e eles se reencontram em uma feira onde ele possui uma barraca de queijos e começa o desenrolar da trama. Aparentemente uma história sem graça nos chama à atenção por que? Parece que tudo acontece ao inverso, primeiro se engravida para depois encontrar o homem da vida dela. Estamos acostumados as histórias seguirem uma cartilha: primeiro se conhece alguém, vai se interessando, surge um namoro, com um tempo casa - se e depois se tem um bebê, mas como as histórias reais não tem um manual, nos mostra que a vida não tem regras, que tudo pode acontecer. Para nós psicanalistas cada um de nós somos únicos, cada ser carrega sua história, por mais semelhante que possa ser com outra é diferente, cada um tem uma vida. Pode - se encontrar as pessoas nas mais diversas situações e dessas circunstâncias surgir uniões duradouras ou não. No decorrer vemos o quanto ela inconscientemente afastava os homens com medo de perdê - los, é melhor perder antes. Sua avó levou uns 20 anos se não me engano para acreditar que seu noivo gostava dela, foi quando a protagonista se deu conta o quanto afasta os homens fazendo com que eles não queiram nada sério com ela. Quando se deu conta e a tempo, poder mergulhar nesta relação às avessas sem medo de ser feliz, ela sempre vivia dizendo que nada é eterno, achando que um dia ele iria embora, até pode ser ... Mas o que é eterno na vida? Estamos sempre mudando nossas opiniões, nossos sentimentos. Relacionamento envolve muitos sentimentos não só carnal, mas de companheirismo, amizade. É natural que em várias etapas da vida um dos sentimentos predomine. E que tal deixarmos um pouco a vida nos levar, irmos atrás dos nosso ideais que o resto o destino (inconsciente) encarrega de cuidar.
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