terça-feira, 29 de junho de 2010

NIVER NO AL KHAYAM

Sexta dia 25 comemorei meu niver no restaurante árabe Al Khayam. Foi tudo tão mágico com o show da minha querida professora. Cada show que assisto dela é como se mergulhasse em um mundo mágico, perfeito que só as lendas, os contos de fadas podem nos proporcionar. Fadas sim ... Ela parece uma fada dançando com asinha de anjo, leve como uma pluma. Ao dançar hipnotiza com todo magnetismo e carisma que poucas bailarinas tem. Me senti como se tivesse também dançando, é um momento que nós como alunas babamos por nossa professora, mas também surgem vários sentimentos do tipo: um dia dançarei no restaurante. Pensei em várias coisas, foi como um filme que passa muito rápido porque meu niver também é perto do niver da Charis. Dia 22 de julho faço 2 anos de dança, parece muito, né? Para quem não conhece a dança, mas é muito pouco, só tenho certeza de uma coisa, não abandono mais esta dança, é mágica. Minhas amigas que nunca tinham visto um show desses de perto ficaram surpresas com a variedade que existe dentro da dança. E quando viram o dabke ficaram espantadas de homem dançar, aí tive que explicar que é folclore árabe não dança do ventre rs. Amo tudo isso. E na hora do parabéns fiquei roxa e emocionada por ser tão especial para minha professora. Sempre falo para ela o quanto é especial para mim. Acho que nunca poderia ter uma professora tão encantadora. AMEI O SHOW!!!!!!!!

"PLANO B"

Ando um pouco afastada do blog. Tem fases que não temos muita empolgação para escrever mas hoje senti necessidade de voltar para o meu cantinho tão querido e expor minhas ideias. Outro dia fui ao cinema assistir ao filme "Plano B". Uma comédia meio bobinha mas que faz refletirmos... A protagonista está cansada dos relacionamentos que não dão certo e segundo ela a idade está chegando e ela decide que quer ter um bebê, com isso resolve procurar um laboratório para fazer inseminação artificial. Neste mesmo dia começa a chover e ela dá sinal a um táxi para voltar para casa e um rapaz entra no mesmo táxi que ela e ficam discutindo de quem seria o táxi, daí começa a surgir um interesse de ambos, e eles se reencontram em uma feira onde ele possui uma barraca de queijos e começa o desenrolar da trama. Aparentemente uma história sem graça nos chama à atenção por que? Parece que tudo acontece ao inverso, primeiro se engravida para depois encontrar o homem da vida dela. Estamos acostumados as histórias seguirem uma cartilha: primeiro se conhece alguém, vai se interessando, surge um namoro, com um tempo casa - se e depois se tem um bebê, mas como as histórias reais não tem um manual, nos mostra que a vida não tem regras, que tudo pode acontecer. Para nós psicanalistas cada um de nós somos únicos, cada ser carrega sua história, por mais semelhante que possa ser com outra é diferente, cada um tem uma vida. Pode - se encontrar as pessoas nas mais diversas situações e dessas circunstâncias surgir uniões duradouras ou não. No decorrer vemos o quanto ela inconscientemente afastava os homens com medo de perdê - los, é melhor perder antes. Sua avó levou uns 20 anos se não me engano para acreditar que seu noivo gostava dela, foi quando a protagonista se deu conta o quanto afasta os homens fazendo com que eles não queiram nada sério com ela. Quando se deu conta e a tempo, poder mergulhar nesta relação às avessas sem medo de ser feliz, ela sempre vivia dizendo que nada é eterno, achando que um dia ele iria embora, até pode ser ... Mas o que é eterno na vida? Estamos sempre mudando nossas opiniões, nossos sentimentos. Relacionamento envolve muitos sentimentos não só carnal, mas de companheirismo, amizade. É natural que em várias etapas da vida um dos sentimentos predomine. E que tal deixarmos um pouco a vida nos levar, irmos atrás dos nosso ideais que o resto o destino (inconsciente) encarrega de cuidar.

terça-feira, 8 de junho de 2010

PRÍNCIPE DA PÉRSIA

Hoje fui assistir à um filme aparentemente bobo: "Príncipe da Pérsia". É um filme inspirado nos jogos de vídeo game, já cheguei a jogar com o Juninho. Onde como todo jogo tem um tempo e no caminho encontra - se água e etc, tem passagem secreta por portões onde precisa - se passar correndo. Mas o que me chamou à atenção no filme foi a história entre o príncipe e a princesa, achei super inspirador, ainda mais sendo príncipe da Pérsia. O príncipe é lindo e a princesa também com seus lindos cabelos negros até a cintura e sua linda maquiagem. Esse filme mexeu comigo por vários motivos. Por se passar na Pérsia e por eu sempre procurar meu príncipe, lembra uma pessoa em especial, mas não vem ao caso rs. O interessante do filme é possuir a areia do tempo que poderia mudar o destino, mas quem disse que se talvez pudéssemos ir no passado e "consertar" o futuro seria como planejamos? Acho que não... Outras questões seriam levantadas... Amei a história passar em um palácio, desertos com camelos que eu amo rs, um dia ainda andarei de camelo e a adaga que contém a areia do tempo simplesmente linda. Sou apaixonada por espadas, um dia comprarei uma espada e dançarei com ela. Antes de começar a fazer dança do ventre ficava me imaginando dançando com espada, mas com o decorrer do meu aprendizado fui conhecendo o leque de opções que a dança do ventre tem. Uma frase me marcou muito no filme: "Algumas vidas estão ligadas ao longo do tempo... Elas estão ligadas por uma vocação antiga que ecoa o pensamento dos tempos... Destino." O príncipe e a princesa estavam ligados pelo destino que atravessou passado, presente, futuro. O que você faria se possuísse a areia do tempo? rs. Difícil responder, né? rs

sábado, 5 de junho de 2010

PESO DE UM SIGNIFICANTE

Antes mesmo de nascermos já somos nomeados por alguém que escolhem nosso nome, até mesmo idealizam nossa profissão, e como somos movidos pelo inconsciente não tem como escapar da cadeia significante. Vejo o quanto certos significantes são carregados pelo resto de nossas vidas e só com a análise podemos dar sentidos diferentes para eles. Venho pensando muito nas 2 coisas que amo: psicanálise e dança. Ninguém escolhe algo à toa, como não escolhi arquitetura como primeira faculdade por acaso. E parando para pensar sempre escolhi profissões ligadas a arte. A arte está ligada a estética, amava as aulas de história da arte, lembro que minha mãe sempre foi ligada em arte, adorava colecionar sobre pintores, lembro de um em especial que ela amava: Miró. Ele utiliza em sua obra muitas cores, desenhos quase infantis, talvez tenha haver com ela... Sempre colecionou revistas de decoração e cresci gostando disso e a arquitetura também foi escolhida por influência do meu pai, talvez não direta... E enquanto pequena amava o ballet, meu sonho sempre foi ser bailarina mas que tudo, e hoje vejo que é um peso que carrego dentro de mim eternamente... Talvez por isso tenha uma cobrança exagerada quanto à dança. Lembro que comecei fazendo ballet moderno, mas na verdade meu sonho era o ballet clássico, como toda menina sonhava dançar de "tutu", mas vivia ouvindo que era desajeitada para fazer ballet, que era melhor continuar no ballet moderno, porque o ballet clássico exige mais coordenação e eu não conseguiria. Mas até que mesmo falando tudo isso minha mãe resolveu me mudar para o ballet clássico, minha mãe já fez ballet clássico como toda menina na infância, talvez remetesse a questões dela. Enfim me esforcei ao máximo e coloquei todo meu empenho e dedicação, hoje lembrei do quanto penei porque até uns tempos atrás só via o progresso, e me comparando com a minha evolução na dança do ventre. Tive algumas professoras que reclamavam da minha postura, das minhas molduras de braço, mas com amor ao longo dos anos fui me aprimorando e me tornei uma das melhores alunas de minha professora. Era certo para ela e quem me via que havia nascido para isso, que não sairia do ballet. Levei muito tempo para ter flexibilidade, fazer um "grandeca", não sei ao certo como se escreve rs, mas nunca desisti, respirava dança 24h. Quem não lembra do filme: "Flashdance", amava este filme. Lembro que as aulas aconteciam 3x na semana: chão, barra e solo. O ballet de uma certa forma era uma ligação minha com minha mãe. Ela me levava nos ensaios, lembro das horas que passava para fazer o coque, aquele coque impecável com gumex rs, que não poderia estar um fio fora do lugar e a maquiagem. Mas acabei saindo do ballet quando comecei a estudar de manhã, fiquei super mal mas não reclamei, fiquei calada... Até nas brincadeiras brincava de ballet com as bonecas, eu era a professora e ensinava a elas a fazer pirueta segurando a ponta do cabelo rs. Mas o que me marcou foi o significante que carrego até hoje da minha professora: VOCÊ SERÁ A PRIMEIRA BAILARINA DO MUNICIPAL e foi difícil conviver com isso. A primeira bailarina é perfeita, não pode ser uma boa bailarina, tem que ser a melhor. Ainda bem que pude voltar a dançar, me cobro de SER ESSA PRIMEIRA BAILARINA, que ocupa meu imaginário e acabo cobrando muito de mim. Sempre cobrei muito de mim na dança. Estou tentando cobrar menos, mas é difícil... Para crescer preciso sentir e não punir. A maioria das pessoas que conheço na dança do ventre não começaram a amar a dança ainda pequena e pensaram: Serei bailarina! Talvez isso as ajudem a relaxar. Eu cresci com a certeza que seria bailarina, tinha cara, corpo de bailarina. Todos viviam falando isso. Quero pode relaxar para dançar. AMO DANÇAR!!!!!!!

quinta-feira, 3 de junho de 2010

ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS

Outro dia aproveitei o intervalo entre um paciente e outro e fui ver: "Alice no País das Maravilhas". Um filme encantador, que tem haver com minha infância. Qual criança nunca se encantou por contos de fadas? Sem falar no Johnny Depp que eu amooooo!!!!!!!! Ele é muito lindo, mas acho que ele encanta justamente por fazer papéis diferentes. Amava "Edward mãos de tesoura" rs. Mas voltando ao filme da Alice. Alice no filme é uma adolescente onde volta ao seu "mundo" podendo fazer as coisas de forma diferente. Pensando pela psicanálise pode - se ter várias interpretações: como psicose, sonho, fantasias, etc. Mas preferi fazer a leitura pelo sonho. Freud nos diz que o sonho é a manifestação de desejo e interessante como tudo se passa no sonho. O sonho é o manifesto do inconsciente e como sabemos ele vêm embaralhado, nada vêm construído. O sonho é do sonhador. É um sonho que insiste em trazer algo que não pode ir para a consciência. Os significantes que Lacan tanto estudou me marcou no filme: Seu pai falava algo que não lembro ao certo a frase, mas que ela era louca mas era legal e aparece esta frase no sonho quando ela fala no final para o Chapeleiro. Como ficamos pressas a certos significantes em nossa vida. No sonho um tanto louco, onde ela toma chá alucinógeno, e o tempo todo ela se depara que ela pode mudar o percurso da história que já está construído e decidido ante mão, ela vai passando por várias lutas internas. EGO/ ID/ SUPEREGO. Ela quer poder tomar suas decisões mas vêm o superego e a coloca o tempo todo a prova, de que não pode. Ela luta o tempo todo com seu lado bom: A rainha Branca e seu lado ruim: A Rainha má, não lembro do nome dela rs, não deve ser à toa rs. No final do filme ela acorda e resolve dá um rumo diferente ao que estava definido. Ao voltar para seu "mundo", onde no sonho, o sonho faz questão de frisar que não é sonho e sim realidade. O inconsciente é nossa realidade, ela resolve não casar e quer seguir a carreira do pai. Quando algo é resignificado podemos dar um sentido para aquilo. O sonho que insiste mostra que ela pode mudar a direção de sua vida, que no sonho ela pode driblar os personagens, seus fantasmas sem seguir o que a determinaram. Mas muitas leituras podem ser feitas de Alice. Esse mundo imaginário onde nos permite sonhar acordado e entrar em contato com nossas fantasias. Quem nunca quis ser Alice e "viajar" por este mundo encantado de: coelhos, chás, rainhas, gatos.... Desperte a Alice que há em cada um de nós!!!!