quarta-feira, 10 de março de 2010

MARIO QUINTANA

Hoje foi um dia especial. Toda quarta bater o ponto na livraria da Travessa virou algo obrigatório rs. Hoje foi muito especial, mergulhar no mundo dos livros. Toda quarta é a mesma coisa rs. Encontro com minha amiga, vamos no café, pedimos a mesma coisa rs, mas toda repetição, por mais repetição que seja sempre tem algo de novo rs. Resolvemos mergulhar nas obras do Mario Quintana, apesar de gostar dele, confesso que hoje foi especial, sabe quando você descobre que está gostando daquela pessoa? Ocorre do nada, você nem sabe o que fez gostar, qual foi o momento, simplesmente acontece rs e lendo as obras do Mario Quintana nos apaixonamos pelo momento onde o encontro com as poesias eram mágicas. Brincávamos de cada uma abrir o livro em uma página aleatoriamente e viamos que tinha haver com nosso momento. As boas idéias acontecem do nada, não quando planejamos rs. Acho que todo relacionamento é válido e cresce a medida que descobrimos algo de interessante com aquela pessoa e podemos aprender. A vida é feita de trocas e amei nosso encontro amiga. Que nossos projetos profissionais se tornem sólidos, você sabe do que estou falando rs. Com certeza essa troca fez nossa amizade crescer ainda mais.

ESTÁDIO DO ESPELHO

Sempre costumo falar para minha professora de dança que a semana para mim começa terça, dançar é renovar as energias. Todas as mulheres deveriam fazer dança do ventre, não vou dizer que é fácil, considero uma segunda análise. Ir no analista é algo duro, você se dar conta que não é outro que é responsável por suas atitudes. A dança do ventre é se redescobrir mulher, entrar em contato com o feminino. Deve ser por isso que enquanto Charis tenho algo de magnetismo. Quanto mudei desde que comecei a dançar, minha professora que o diga rs. Psiquismo e dança andam lado a lado, as barreiras ao dançar tem tudo haver com o psicológico, vejo isso na análise, talvez por ser psicanalista consiga "enxergar" melhor certas dificuldades da Charis. É legal pensar o que Chris empresta para a Charis e vice - versa. Como na análise muita das vezes é no finalzinho que o mais importante escapa, na dança também. Vi isso terça, às vezes uma aula curta dura mais que uma aula longa. Percebi isso quando minha professora falou para eu fazer a parte da minha coreografia que tem a ondulação farida e ela falou para que eu me olhasse no espelho. Enrolei.... para chegar onde queria rs: o estádio do espelho. A criança para se constituir como sujeito em um primeiro momento passa pela alienação, a mãe, o seio faz parte dela, é como se fossem uma só, ela não se reconhece, se vendo como um corpo fragmentado e não unificado, só quando consegue se ver separado do objeto (seio) que será possível se constituir como sujeito. Me senti na fase do espelho onde sem a mãe do ventre, do olhar da mãe se torna difícil me reconhecer no espelho e encarar nos meus olhos, é preciso iludir para depois desiludir, essa é a mãe suficientemente boa, que percebe a hora de mostrar para seu bebê que ele pode caminhar sozinho. Foi fundamental essa desilusão na aula para eu pensar e ver. Quem é a Charis? Qual imagem ela projeta no espelho? Que características peculiares ela tem? Será que a Charis é linda?
A partir de agora só a Charis poderá descobrir o poder que tem, só se encarando nos olhos poderá se descobrir. O olhar que buscamos na dança é o olhar desse Outro, que o tempo todo nos aprova e nos reprova. É preciso saber encarar o público. UM OLHAR FALA MAIS QUE MIL PALAVRAS, E COMO FALA!!!!!!!