Ontem foi emocionante ver a novela "Viver a vida", no qual Miguel resolve se declarar à Luciana. Um amor forte que foi crescendo aos poucos, sendo construído através de seu acidente. Luciana diz que como um homem pode amá - la se ela é uma mulher pela metade e Miguel diz que conhece cada centímetro do seu corpo, que sensações que vivemos no dia a dia e que muitas vezes não damos valor como andar descalço na areia molhada como Luciana mencionou eles já haviam experimentado e que podem experimentar outras sensações, que ele teve sua vida nas mãos, que qualquer erro ela poderia não estar mais viva. Ela resolve ir na casa da mãe contar a novidade, que finalmente rolou o beijo entre eles, e que dormiram juntos. Mãe e irmãs ficam logo curiosas e Isabel acha sem graça apenas dormirem abraçadinhos sem rolar sexo. Mas fiquei pensando... Acho que depois da análise rs. Tirar a roupa é fácil, fazemos isso todos os dias, inclusive várias vezes ao dia, para tomarmos banho, trocarmos de roupa para sair, malhar, dormir e etc, nascemos pelado. Viemos ao mundo nu, aos poucos vamos colocando vestimentas. Tirar a roupa para alguém é fácil, não exige envolvimento, mas tirar a roupa da alma é algo difícil, estamos o tempo todo em uma persona, que são as máscaras que vamos aderindo ao longo da vida. É difícil permitir que o outro nos conheçam como somos, sem jogos, a nossa alma, que é o que há de mais profundo em nós e foi isso que os dois vêm ao longo da trama tentando desvendar, a nudez da alma. Luciana tem suas limitações, quem não tem? Seja física ou emocional. Parece que um conseguiu despir a alma do outro. E para isso tiveram que ser eles mesmos, não se mostrando os poderosos, mas que são frágeis, tem suas fraquezas, seus medos. Estou tentando usar menos vestimentas para minha alma. Pensando agora rs, tem tudo haver com a Charis, amo véu, o véu é algo que vela e ao mesmo tempo revela, o que faz uma bailarina mostrar sua emoção ao dançar com um véu? Acho que o véu já tem algo de sensível ao ser confeccionado em seda, material delicado, feminino, transparente, que ao dançar podemos brincar de cobrir e descobrir, mas uma coisa é certa: a bailarina "nua", é aquela que permite abandonar o véu da alma, aí sim seu véu tem elegância e hipnotiza, sim, ficar nu de verdade é hipnotizante, é estar sem proteção, é mostrar afeto. É MOSTRAR TER ALMA. EU SOU E DANÇO COM MINHA ALMA, MINHA ALMA FICA NUA PARA QUEM MERECE CONHECER O CORPO DA MINHA ALMA.
terça-feira, 16 de março de 2010
Assinar:
Postagens (Atom)