sexta-feira, 19 de março de 2010

DESABAFO

Passamos a vida fazendo planos. Quando somos pequenos queremos ser professora, médica, inúmeras profissões. Crescemos e temos que pensar o que queremos da vida. Eu fiz primeiro faculdade de arquitetura para depois fazer de psicologia. Vivemos a vida escolhendo, sempre temos vários caminhos e optar por um é deixar o outro partir, pelo menos naquele momento. Na vida tudo é assim, caminhos! Caminhos! E mais caminhos! Sempre parece querermos chegar a algum lugar e esquecemos de viver, simplesmente porque viver é ir com calma, prestando atenção em cada estrada que este longo caminho tem. O amor por exemplo, às vezes é ingrato, gostamos de quem não está muito aí para gente, mas a outra pessoa tem direito de ir por outro caminho. O caminho do amor, do coração é muito difícil. Levei anos da minha análise para poder demonstrar o que sinto pelas pessoas, em especial aos homens, sempre quero dar uma de durona, a gostosa, devoradora de homens rs, que não está nem aí para ninguém, acho que é um pouco como os caras me vêem e quando deparam com a Chris que é doce mais tenta disfarçar que é amarga rs se assustam e caem fora rs. Aprendi que não se pode amar ninguém pela metade, deve - se dizer o que se sente, claro que para nos expor pagamos um preço alto, até assustar quem queríamos que fosse nosso futuro namorado, mas estou feliz por poder expressar o que sinto, o que a pessoa vai fazer com isso é problema dela. Sei que deve rir de mim às vezes, pensar que sou uma bobona, se aproveitar disso, porque de uma certa forma faz bem para o ego alguém gostar da gente. Gosto, falo e não me arrependo e assim vou aprendendo até que realmente encontre alguém que mereça o coração da Chris. Choro, fico triste se não retorna minha ligação mas tenho que ver pelo lado bom, essa pessoa acaba dando sinais que não está na mesma sintonia. Eu como Chris - Charis espero um dia encontrar o príncipe do castelo, que se encante com a dança, o magnetismo de Charis e com a doçura de Chris. Será que já encontrei esta pessoa? Será que vou encontrá - la, afinal de contas não é possível que só exista os grandes amores em novelas e filmes. O NOSSO AMOR ESTAVA ESCRITO NAS ESTRELAS. Será?

NOVO MUNDO

Desde ontem à noite que estava ansiosa para que chegasse hoje. Aliás, passei a semana esperando rs, uma ansiedade gostosa. Hoje foi meu primeiro dia na pós em psicanálise com crianças na PUC. Como o título diz: Novo mundo. Me senti feliz pelas novas mudanças, faculdade nova, reencontrar amigos, novos amigos, novos professores, enfim, vida nova. Lá é um mundo rs, eu e minhas amigas ainda estamos perdidas, tentando decifrar os labirintos rs para chegarmos nos restaurantes, cafés, na sala de aula. A clínica com crianças é uma clínica bastante interessante mas que possui um manejo todo especial, porque a criança não responde por si só, a família é que responde por ela, sendo a representação do sintoma familiar. Atender criança é mergulhar no mundo da brincadeira. Cada atendimento é singular, exige um bom manejo do analista com a criança e os pais. Não é à toa que a psicanálise com crianças começou no próprio âmbito familiar, o famoso caso do pequeno Hans que foi analisado pelo próprio pai sob supervisão de Freud, onde o pai e o próprio Hans tinha uma transferência com Freud. Temos vários casos: Melaine Klein que analisou o próprio sobrinho. Falar de criança sempre gerou polêmica, um dos textos mais polêmicos de Freud foi: "Os três ensaios da sexualidade". onde Freud afirma que a criança possui sexualidade, não uma sexualidade genital dos adultos, mas que o corpo é coberto por zonas erógenas e o bebê sente prazer ao ser tocado. Trabalhar com criança é bem interessante, a brincadeira em si só já é algo terapêutico, no brincar a criança coloca sua criatividade e alivia sua angústia, mas na clínica percebemos que nem toda criança brinca. Com o mundo da modernidade parece que a brincadeira se tornou ultrapassada, a tecnologia veio substituir a criatividade do brincar. Estamos na era dos video games, dvds. Cadê as brincadeiras tradicionais como soltar pipa, pular elástico, brincar de amarelinha, massinha? É preciso reinventar as brincadeiras, a clínica.