quinta-feira, 1 de julho de 2010

MEUS 2 ANOS DE DANÇA

Ando meio nostálgica com a aproximação deste meus 2 anos de dança. Para quem é leigo vai logo pensar: Nossa quanto tempo ela dança! mas nós do meio da dança sabemos que 2 anos ainda estou engatinhando, tenho um longo percurso pela frente, mas o certo é que parece que nasci para estar no mundo da arte: arquitetura, psicanálise e dança. Dançar é algo mágico. Sempre falo para minha professora que minha semana começa quinta e realmente começa, pode acontecer o que for durante a semana que a quinta me dá ânimo e a certeza de que estou no caminho certo, e acredito que nada é por acaso, as pessoas que passam por nossa vida sempre trazem algo que nos acrescenta no crescimento como pessoas e vejo que a Zahra foi um anjo em forma de professora que apareceu na minha vida. Lembro nas primeiras aulas da dificuldade de certos movimentos, "o véu não gruda em mim" rs. Mas voltando ao passado resolvi retornar a partir do dia do niver da Charis de 1 ano quando dancei para minha professora "Shik Shak Shok", foi quando me vi bailarina, foi a primeira vez que coloquei uma roupa de dança do ventre e tirei foto, ali vi que foi o momento que Charis estava deixando de ser um embrião e nascendo. Durante este 1 ano passei por diversos momentos de alegria e angústia, porque conforme vão passando os anos os obstáculos são ainda maiores. Muitas vezes sorri, mas também muitas vezes chorei sentindo como se tivesse estacionado, acho que toda bailarina já passou por isso em algum momento. Muitas descobertas fiz e descobrir quem você é não é fácil, porque você achava que era de um jeito e no fundo é de outro. Meu corpo ganhou mais contorno, ficou mais feminino, mas belo. Mudei a cor do meu cabelo. Acho que foi o ano que Charis se redescobriu e como psicóloga vejo o quanto nossas questões influenciam na dança, e sei que muita da minha trava tem haver com isso. Vi que Charis desperta encanto nas pessoas e isso é difícil para alguém que muitas vezes não se achava tão interessante assim, chegando a misturar vida sentimental com a dança. Chegando muita das vezes na aula a chorar mas também foi o momento que Charis conseguiu colocar sua emoção para fora e uma verdadeira bailarina tem que sentir. É preciso amar sim sem medo de dizer o que sente, sem medo de ser ridícula, é preciso chorar. De uns tempos para cá, neste finalzinho do segundo ano experimentei uma sensação que é de me amar, sim a dança nos faz tornarmos mais poderosas. Vejo que tenho muito trabalho pela frente. Este segundo ano foi de fechamento dos movimentos básicos, mas ao mesmo tempo vi que aprendi movimentos avançados. Hoje quando vejo um show já consigo muitas vezes identificar o movimento que a bailarina está fazendo. Dançar em público é algo que venho trabalhando comigo e vejo que estou fechando esses 2 anos com a coreografia que minha professora está montando onde está sendo um exercício para me soltar, colocar um pouco da minha subjetividade nos movimentos e treinando meu ouvindo quanto a dançar no ritmo. Quando acabar quero dançar, sinto muita vergonha com um misto de cobrança de que tenho de ser uma ótima bailarina, mas o que é ótima bailarina? Só sei que se pudesse resumir um pouco meus dois anos no sentimento que ficou para mim diria: esperança, quem coloca emoção na dança cativa não só a si mesmo que é o principal mas o público. Zahra só tenho a lhe agradecer por tudo que venho aprendendo com você, espero que um dia você se orgulhe de mim como tenho orgulho de você ser minha professora. Poucas pessoas na vida tem o dom de serem mestras, e você tem este dom. Você veio ao mundo para alegrar as pessoas com sua dança. Dançar é alegria, ser professora de dança é transformar vidas. Me vejo outro ser humano: com mais amor. TE AMO E TE AMAREI POR TODA A MINHA VIDA!!!!!!!!! OBRIGADA POR TUDO. Quando for dançar escrevo de novo qual foi a sensação de repetir depois de 1 ano e as mudanças.